Saltar para o conteúdo

O Facebook e o YouTube continuam a ser as redes sociais mais usadas, mas o Instagram está a tornar-se mais popular.

Pessoa segura telemóvel a ver perfil de vídeo chamada, com portátil, óculos e auscultadores sobre a mesa de madeira.

Um novo estudo da Pew Research traça um retrato actualizado dos hábitos dos adultos americanos nas redes sociais. E, apesar de muito se falar de TikTok, a liderança continua nas mãos das plataformas mais estabelecidas: YouTube e Facebook.

Redes sociais mais populares entre adultos americanos (Pew Research): YouTube e Facebook lideram

A pergunta “quais são as redes sociais mais populares?” surge muitas vezes com o TikTok no centro da conversa, mas os dados mostram outra realidade. De acordo com o estudo, 84% dos adultos inquiridos - independentemente de idade, género ou origem étnica - dizem usar regularmente o YouTube, enquanto 71% afirmam aceder ao Facebook.

A meio da tabela surge o Instagram, utilizado frequentemente por um em cada dois americanos. Já o TikTok aparece apenas em quarto lugar, com 37% de utilizadores entre os maiores de 18 anos. Ainda mais surpreendente para muitos: o WhatsApp fica pelos 32%.

Plataformas quase todas em evolução

O facto de o Facebook se manter tão alto, apesar de ser muitas vezes descrito como uma rede “fora de moda”, explica-se pela sua capacidade de atrair várias faixas etárias. Entre os 30 e os 49 anos, 80% dizem utilizar a plataforma, e 37% referem que a consultam várias vezes por dia.

No Instagram, a diferença geracional é nítida: 80% dos inquiridos com 18 a 29 anos confirmam que o usam, enquanto entre os maiores de 65 anos a percentagem cai para 19%.

O estudo aponta ainda para o peso do nível de escolaridade na escolha das redes: pessoas com ensino superior tendem a usar mais Reddit, Instagram e WhatsApp do que TikTok. Um exemplo concreto desta relação é o Reddit, onde 40% dos inquiridos com diploma dizem “andar por lá”.

Crescimento de Instagram e TikTok, estabilidade de YouTube e Facebook, recuo do Twitter

O dado mais relevante do estudo está na forma como os hábitos estão a mudar ao longo do tempo. Em termos gerais, quase todas as redes sociais estão a crescer. Os líderes YouTube e Facebook mostram uma estabilidade assinalável, enquanto outras plataformas registam aumentos muito rápidos.

  • O Instagram apresenta um crescimento de 41% no número de utilizadores desde 2021.
  • O TikTok, por sua vez, soma mais 21% de utilizadores face a 2024.
  • Já o Twitter destaca-se pelo movimento inverso: há uma ligeira descida, descrita como constante ao longo dos anos. Será este um possível “efeito Elon Musk”?

O que estes números dizem (e o que não dizem)

Mesmo sendo um estudo centrado apenas nos Estados Unidos, analisar estas tendências ajuda a contextualizar discussões que, na prática, são globais. Ainda assim, convém lembrar que percentagens de utilização não explicam, por si só, como as pessoas usam cada plataforma: ver vídeos, seguir notícias, comunicar em privado, participar em comunidades ou consumir conteúdos de criadores são comportamentos distintos que podem coexistir sob a mesma etiqueta de “utilização”.

Também vale a pena considerar que a popularidade entre adultos não se traduz automaticamente na mesma hierarquia entre adolescentes. Em muitos países, o debate público foca-se precisamente na forma como as redes sociais influenciam a juventude, e é aqui que o TikTok surge repetidamente como alvo principal de críticas.

Juventude, riscos e legislação: Austrália, Dinamarca e França no centro do debate

Hoje, as redes sociais estão no centro da discussão política e social, sobretudo pelos impactos associados aos menores. Vários países já começaram a legislar para proteger os menores de possíveis efeitos nocivos destas plataformas, com exemplos como a Austrália e a Dinamarca.

Em França, Emmanuel Macron transformou o tema numa prioridade recente, chegando mesmo a admitir a possibilidade de organizar um referendo sobre o assunto.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário