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Patroa da Hinge: de querer relações sérias à marca de um encontro a cada 2 segundos

Jovem sorridente a usar telemóvel numa mesa de café, com caderno aberto, auscultadores e chávena de café.

A aplicação de encontros Hinge está a discutir alguns dos seus temas mais importantes.

Hinge é hoje uma das aplicações de encontros mais reconhecidas a nível mundial. A plataforma soma cerca de 12 milhões de utilizadores activos por mês, número que tem vindo a crescer de forma consistente nos últimos anos, e afirma que um encontro é combinado no serviço a cada dois segundos. Ao contrário de Tinder (que pertence ao mesmo grupo Match) e de outros concorrentes do sector, a Hinge tende a atrair pessoas com intenções mais claras e uma maior predisposição para procurar uma relação estável.

Desde Dezembro do ano passado, a empresa é liderada por Jackie Jantos, uma CEO pouco dada a exposição pública, que falou ao Financial Times e reforçou a ideia central com que a marca se posiciona:

Apresentamos a Hinge como a aplicação “concebida para ser desinstalada”, e esta filosofia orienta a forma como desenhamos o nosso produto. O nosso sucesso depende do sucesso dos nossos utilizadores.

Esta abordagem é vista como coerente por Kathryn Coduto, investigadora da Universidade de Boston, que sublinha que muitas aplicações de encontros ganharam fama de promover ligações rápidas e pouco duradouras. Na sua leitura, a narrativa da Hinge procura contrariar essa imagem e, para quem quer algo sério, a plataforma parece mais promissora e mais autêntica.

“Sejam sinceros”: o que a Hinge pede aos utilizadores

Apesar do posicionamento, a Hinge não está imune às críticas recorrentes de quem a utiliza. Uma das queixas mais comuns aponta para a falta de transparência do algoritmo, que por vezes recomenda perfis com base em interesses em comum, mas também pode sugerir pessoas que não correspondem às expectativas ou aos critérios que o utilizador julga ter definido.

Hinge, algoritmo e recomendações: como funciona segundo a CEO

Jackie Jantos garante, ainda assim, que o algoritmo não avalia a atractividade das pessoas. Segundo a responsável, o sistema trabalha com a informação fornecida pelo próprio utilizador, com os perfis de que gostou e com os sinais associados ao conteúdo com que interagiu (por exemplo, o que valorizou ou apreciou). A partir desse conjunto de dados, o algoritmo tenta sugerir perfis com maior probabilidade de se alinharem com os critérios de cada pessoa.

Persistência e expectativas: o conselho final da CEO

A CEO deixa também um último conselho para quem está solteiro e decide experimentar a aplicação de encontros: entrar com honestidade e franqueza. Na prática, a mensagem é simples: não se trata de uma plataforma onde tudo acontece sem esforço imediato; é preciso investir um pouco, insistir e manter a persistência para que o processo resulte.

Boas práticas para uma experiência melhor numa aplicação de encontros

Para além das recomendações da liderança, há algumas atitudes que tendem a melhorar a experiência em qualquer aplicação de encontros, incluindo a Hinge: definir com clareza o que se procura (por exemplo, uma relação estável), preencher o perfil de forma coerente com essa intenção e manter conversas que ajudem a confirmar compatibilidades reais, e não apenas interesses superficiais.

Também vale a pena ter em conta aspectos de confiança e segurança: evitar partilhar dados pessoais demasiado cedo, marcar o primeiro encontro num local público e manter expectativas realistas quanto ao tempo necessário para encontrar alguém compatível - sobretudo quando o algoritmo ainda está a “aprender” as preferências através das interacções.

Para saber mais, vale a pena voltar à nossa entrevista com o antigo CEO da Hinge, onde são analisados com detalhe os principais desafios e temas em torno da aplicação.

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