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Pela primeira vez, a fragata “Santa María”, da Marinha Espanhola, atravessou o Círculo Polar Ártico.

Navio de guerra espanhol F81 navegando em mar gelado ao pôr do sol com tripulantes de coletes laranja.

Nem todos os dias um navio de guerra europeu sobe tão a norte que o mapa começa a ficar “curto”. Foi isso que aconteceu com a fragata “Santa María”, da Marinha Espanhola, ao atravessar pela primeira vez o Círculo Polar Ártico durante um destacamento no Atlântico Norte, integrado num exercício multinacional da OTAN. O navio operou na Agrupação Naval Permanente da OTAN n.º 1 (SNMG-1), no âmbito das manobras Dynamic Mariner – Joint Warrior 26, realizadas num cenário de elevada exigência no extremo norte da Europa.

De acordo com a informação divulgada pela Marinha Espanhola, a “Santa María” navegou em latitudes extremas até às proximidades do Cabo Norte, frequentemente referido como o ponto mais setentrional do continente europeu. A passagem ocorreu num destacamento focado em treino marítimo avançado, num contexto de operações combinadas com unidades de vários países aliados.

A navegação em águas árticas implicou preparação técnica específica para garantir o funcionamento dos sistemas de bordo sob frio extremo. Segundo dados oficiais, esta etapa serviu para testar tanto a robustez material do navio como a capacidade da sua guarnição para atuar com segurança e eficácia num ambiente de grande dureza.

O exercício reuniu um dispositivo naval alargado com 25 unidades de superfície, incluindo fragatas, destroyers, navios de patrulha, navios logísticos e plataformas de projeção anfíbia do tipo navio de desembarque doca (LPD) e navio de desembarque com helicópteros (LHD). Participaram ainda 3 submarinos, 3 aeronaves de patrulha marítima e meios aéreos embarcados, numa operação destinada a reforçar a interoperabilidade e a coordenação tática entre forças aliadas.

No total, estiveram envolvidas forças de doze países: Espanha, Países Baixos, França, Itália, Dinamarca, Noruega, Reino Unido, Bélgica, Alemanha, Estónia, Estados Unidos e Turquia. Durante as manobras, as unidades treinaram táticas de guerra de superfície, defesa antiaérea, luta antissubmarina e guerra eletrónica, tendo os fiordes noruegueses como um dos principais ambientes de operação.

A participação da “Santa María” nestas atividades enquadra-se também num momento operacional relevante para a Marinha Espanhola, que no início de março mantinha destacadas as seis fragatas F-80 da classe Santa María em diferentes cenários nacionais e internacionais. Estas unidades, integradas na 41.ª Esquadrilha de Escoltas, executavam em simultâneo exercícios da OTAN, missões de segurança marítima e processos avançados de certificação de combate, do oceano Índico ao mar do Norte.

Segundo o Quartel-General da Marinha Espanhola, esta ativação simultânea de toda a classe F-80 evidencia uma capacidade de projeção e sustentação naval pouco comum para a esquadrilha. Mais de 1.200 militares integram as guarnições destas fragatas, que completaram fases de aprontamento, treino individual e coletivo, bem como certificações antes de cada destacamento, com o objetivo de manter o nível de prontidão exigido para operar em cenários de alta intensidade.

Imagens da Marinha Espanhola.

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